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ROBERTO LAURINDO- RADIOAMADOR BRASILEIRO

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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

-O TIRO VAI SAIR PELA CULATRA.

AQUI TRANSCREVO INPORTANTE ARTIGO ESCRITO POR NOSSO AMIGO RADIOAMADOR JÕAO RICARDO BERGANIMI-PY4TW SOBRE A PRAGA DO PLC/BPL.


O tiro vai sair pela culatra Muitos, senão todos os projetos de banda larga sobre linhas de força (BPL), os quais foram preparados para transmissão de dados, sofrem um sem número de deficiências tecnológicas. Talvez a mais crítica dessas deficiências é que a BPL é seriamente afetada por radiofreqüência gerada até mesmo por transmissores de baixa potência, como os de radioamadores e faixa do cidadão. Em várias cidades onde está instalada a BPL, radioamadores fizeram experiências que demonstraram que até 5 (cinco) watts de potência gerada por um transmissor nas proximidades, pode degradar seriamente a performance da internet sobre linhas de força. Em alguns casos, a interferência chegou a desconectar o usuário da internet, requerendo várias reconexões do usuário à rede. Essa falha fatal vai limitar seriamente a maneira de desenvolvimento da BPL e diminuirá a confiabilidade de um sistema de internet sobre linhas de força, em áreas onde possa haver operação de transmissores de HF. Sob a legislação norte americana (FCC), a BPL é um dispositivo não licenciado, o qual deve aceitar qualquer tipo de interferência causada por serviços licenciados, como o dos radioamadores. No passado e através de décadas de experiência, sabe-se que esse tipo de interferência é raro com relação a outros serviços de banda larga, como ADSL, TV a cabo e serviços de satélite. No entanto, em todas as áreas em que a BPL foi testado para esse tipo de susceptibilidade, até a presente data, o fio sem blindagem da rede elétrica, aparentemente captam toda a radiofreqüência de transmissores próximos e sobrecarregam ou de alguma maneira degradam a performance do sistema. Ainda que isso tenha sido notado com transmissores com potências de 5 watts, sabe-se que os radioamadores podem operar com até 1000 watts RMS, estendendo-se assim, em muito, a área sobre a qual a BPL seria incapaz de operar. Estudos de Interferência:Os seguintes estudos que foram feitos demonstraram que os sistemas de BPL foram bastante afetados por interferências causadas por radio transmissores próximos. Potomac, Mariland A AMRAD desejava saber se o sistema de BPL em Potomac, MD, era susceptível à RF em bandas de radioamadores. Eles suspeitavam que sim, desde que o sistema de BPL usa porções do espectro de HF para levar seu sinal. Por isso, o sistema não pode rejeitar o sinal interferente por meio de filtros de RF, pois a freqüência da portadora é a mesma. Assim o sistema BPL necessita do uso de processamento interno do sinal, com o fim de rejeitar o sinal interferente na freqüência. Foi usado um equipamento Icom IC 706 Mk-II G, com uma antena Predator, de apenas 10 cm de comprimento. Estava à disposição também um amplificador linear de 2 KW PEP, o qual não foi usado durante o teste. Os testes demonstraram que o sistema de BPL cessou totalmente a transferência de dados, enquanto o transmissor estava transmitindo com menos de 4 (quatro) Watts, na frente da casa onde estava instalado o sistema de BPL e, com 100 Watts, de até 1 km de distância. Manassas, Virginia O sistema de BPL em Manassas, na Virginia é manufaturado pela Main. net. O equipamento é operado pela Prefeitura Municipal daquela cidade, em parceria com a Com Tech. Nesse estudo, radioamadores licenciados de Manassas, efetuaram experiências controladas, as quais demonstraram que, mesmo em uma área que foi protegida para evitar interferências nos equipamentos de rádio, com apenas 2 (dois) Watts de potência conectados à uma ineficiente antena móvel foi possível derrubar o sistema. Resumindo, os radioamadores de Manassas disseram: - ¨De longe, o maior erro de engenharia cometido pelos idealizadores do sistema, foi a não colocação de filtros, que pudessem evitar que a RF entrasse em seus equipamentos. Essa é uma grande falha de engenharia, com conseqüências devastadoras para o sistema BPL¨. Esse artigo foi resumido de um tópico do QTC semanal da ARRL, de 19/03/2005. Nossa Opinião: PY3FJ - JACOBUS Como já havíamos dito em outra oportunidade, também falando sobre sistemas de BPL (que na ocasião denominamos transmissão sobre linhas de força - TLF), o meio de transmissão dos dados são os fios da rede elétrica, por meio de portadoras de radiofreqüência, dentro do espectro de HF. Esses fios atuam como imensas antenas, causando interferências em equipamentos de rádio que operam em HF. Por outro lado, essas imensas antenas (como suspeitávamos) , também captam a RF irradiada pelos equipamentos, o que, como se viu nesses experimentos levados a efeito pelos radioamadores norte americanos, causa a completa desabilitação do sistema. Para resolver esse problema, as soluções seriam: a- blindar os cabos de força (todos), nas ruas; b- filtrar os sinais, via DSP, em cada ponto onde o sinal fosse injetado nos computadores; Nos dois casos, acreditamos que as soluções teriam um custo elevadíssimo, inviabilizando o sistema. Vamos esperar para ver o que acontece, mas, em princípio, como dissemos no título desse artigo. O tiro saiu pela culatra. 73 João Ricardo Bergamini PY4TW Barbacena-MG www.qrz.com

ABAIXO VÍDEO RECENTE POSTADO EM 06/08/2008 PELO AMIGO RADIOAMADOR PY2ZX FLAVIO,
SOBRE A DANOSA PRAGA PLC/BPL QUE INVIABILIZARÁ O EXPÉCTRO DE RÁDIO NO BRASIL.

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